Números do crime em São Paulo

Estadão

24 Maio 2009 | 06h50

Na edição de hoje do Estadão, o repórter Bruno Paes Manso publica um levantamento mostrando que as chances de um indíviduo ser vítima de qualquer tipo de roubo em São Paulo caiu de 11,92% (em 2003) para 9,37% (em 2008). Os dados são da pesquisa de vitimização feita pelo Centro de Políticas Públicas do Insper (ex-Ibmec-SP).

A pesquisa mostra que celulares são os itens mais levados por bandidos (39,73% dos casos) em roubos ocorridos na capital. Na sequência aparecem dinheiro (26,71%), documentos (26,03%) e joias e relógios (3,42%).

Em roubos a residências, o que os criminosos mais levam são peças de vestuário (25,71% dos casos), seguidas por celulares (17,14%), dinheiro (8,57%), joias e relógios (8,57%) e computadores (8,57%).

O levantamento ainda revela algumas curiosidades. Os espíritas, por exemplo, são os religiosos que mais são vítimas (16,95%). Evangélicos (7,75%) são os menos visados. Católicos têm 10,06% de chances de serem roubados, contra 12,40% de quem não professa nenhuma religião.

Quanto à etnia, os orientais são o grupo com maior probabilidade de ser vítima (15,55%). Em seguida vêm os brancos (11,40%), pardos (10,02%), negros (6,05%) e indígenas (4,34%). Quem mora em casa tem 9,22% de chances de ser roubado, contra os 15,10% de quem vive em apartamento.