Concessão da água mobiliza apenas sete dos 55 vereadores

Estadão

26 Maio 2009 | 11h42

Por Diego Zanchetta

Somente sete dos 55 vereadores de São Paulo acompanharam ontem à noite a audiência com o presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, na Comissão de Finanças da Câmara. O debate foi o último antes da votação, marcada para amanhã, do projeto que autoriza o Executivo a conceder os serviços de saneamento da capital por 30 anos à empresa estadual.

Durante as duas horas de discussões, foram definidas as contrapartidas da empresa ao município, como o perdão da dívida de R$ 1 bilhão da Prefeitura e a implementação de tarifas baixas em áreas carentes. Gesner ainda disse na reunião que o desafio da empresa nos próximos 30 anos será buscar água em algum lugar longe da capital, por causa da escassez de recursos hídricos do Sistema Cantareira. “A disponibilidade de água na capital é dramática”, alertou o presidente.

Apesar da importância do assunto – a concessão da água -, vereadores que muitas vezes se mobilizam em sessões solenes de honrarias nem passaram perto da reunião. Amanhã, quando o projeto for colocado em votação, com certeza parlamentares tomarão a tribuna para fazer questionamentos já esclarecidos na audiência de ontem. Na plateia da audiência, também havia menos de 30 pessoas entre assessores, técnicos legislativos, diretores da Sabesp e jornalistas. Nenhum líder comunitário estava presente.

Eis os sete que negociaram a contrapartida com a Sabesp: Jose Police Neto (PSDB), Milton Leite (DEM), João Antonio (PT), Antonio Donato (PT), Sandra Tadeu (DEM), Cláudio Fonseca (PPS) e Gilson Barreto (PSDB).