Prefeitura muda versão sobre ‘leilão Uber’ e diz que evitará monopólio
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Prefeitura muda versão sobre ‘leilão Uber’ e diz que evitará monopólio

Proposta agora é que sistema de controle sobre aplicativos tenha ferramenta para venda 'pós-paga'; primeira empresa deve testar sistema na semana que vem

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

02 Junho 2016 | 13h01

Menos de 24 horas depois de anunciar um leilão de créditos para aplicativos que operam no setor de transportes, como o Uber, e dizer que permitiria a uma única empresa adquirir todos os créditos, a Prefeitura apresentou na manhã desta quinta-feira, 2, uma nova versão sobre o mecanismo de liberação dessa modalidade na cidade.

Diferentemente do que informou ontem o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, a Prefeitura informa agora que vai criar um sistema “pós-pago” de venda de créditos para as empresas: assim que tiverem o cadastramento liberado pela Prefeitura, essas empresas passarão a rodar com os carros e, conforme circulam pela cidade, a quilometragem percorrida é calculada pela SPTrans. Depois, elas recebem o boleto para pagar os créditos percorridos.

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O secretário Jilmar Tatto. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

“O que faremos é um sistema pós-pago. Quando notarmos que a venda de créditos se aproximar do limite, aumentamos o  valor do crédito”, disse o chefe de gabinete da SPTrans, Ciro Biderman, um dos responsáveis pelo sistema.

Tatto disse ao Estado ontem que os créditos seriam vendidos antes do uso, em um leilão, e que seria permitido que uma única empresa comprasse todos os créditos.

Segundo Biderman, três empresas já apresentaram a documentação para operar na capital paulista — a primeira liberação deve sair na semana que vem. O principal obstáculo, no momento, é o desenvolvimento de sistemas que permitam à Prefeitura acessar a nuvem dessas companhias, obtendo informações em tempo real sobre a distância percorrida em cada viagem.