DER descarta duplicar rodovia onde acidente de ônibus matou 18
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DER descarta duplicar rodovia onde acidente de ônibus matou 18

Obra na Mogi-Bertioga é solicitada há mais de dez anos por deputados da região, mas sofre restrição ambiental, segundo órgão do governo Alckmin que cuida de estradas

Fabio Leite

11 Junho 2016 | 10h04

Solicitada ao governo paulista há mais de dez anos por deputados estaduais, a duplicação da Rodovia Mogi-Bertioga (SP-55) é inviável, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O órgão controlado pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que “estudos realizados apontaram restrições ambientais para a ampliação” da via.

A Mogi-Bertioga tem pista simples (uma em cada sentido) na maior parte dos seus 45 quilômetros de extensão, incluindo os 11 quilômetros do trecho de Serra, entre Biritiba-Mirim, na Grande São Paulo, e Bertioga, no litoral norte, onde foram registrados 20 acidentes desde 2014. O mais recente foi a queda do ônibus fretados por estudantes universitários que resultou na morte de 18 pessoas.

Ônibus caiu com 46 pessoas a bordo. Foto: José Patrício/Estadão

Ônibus caiu com 46 pessoas a bordo. Foto: José Patrício/Estadão

A duplicação é solicitada há mais de dez anos por deputados que atuam na região. Nos dois últimos anos, Luiz Carlos Gondim (SDD) e André do Prado (PR) apresentaram emendas ao Orçamento do Estado indicando a destinação de recursos para a execução da obra. Em uma das emendas o valor indicado ao DER para este ano era de R$ 100 milhões, mas a proposta não foi acolhida.

“O trecho de serra traz muita insegurança, é muito tortuoso. Já conversamos com vários secretários de Transportes nos últimos governos, com o Mauro Arce (2007-2010), com o Dario Rais Lopes (2003-2007). Mas eles sempre falaram que o custo da duplicação é muito alto, parecido com a construção da (Rodovia dos) Imigrantes”, disse Gondim.