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Com apenas 1 deputado de oposição, CPI da Merenda será instalada nesta 4ª na Alesp

Comissão que vai investigar contratos com empresas e cooperativas para fornecimento de alimentação escolar deve ter parlamentar do PSDB como presidente e delegado do PP como relator

Fabio Leite

21 Junho 2016 | 08h56

Com apenas um deputado de oposição entre seus nove integrantes, a CPI da Merenda será instalada nesta quarta-feira, 22, na Assembleia Legislativa de São Paulo quase dois meses após a ocupação feita por estudantes no plenário da Casa para pressionar os parlamentares a investigar a máfia acusada de desviar recursos da alimentação escolar.

O petista Alencar Santana é o único parlamentar que não faz parte da base do governo Geraldo Alckmin (PSDB) no colegiado que vai investigar o fornecimento de merenda escolar em todas as escolas estaduais nos contratos firmados por empresas e por Cooperativas de Agricultura Familiar com o governo do Estado e prefeituras paulistas.

OCUPACAO ALESP alex silva

Estudantes ocuparam plenário da Alesp em maio. Foto: Alex Silva/Estadão

Os demais integrantes são os deputados Marcos Zerbini (PSDB), Barros Munhoz (PSDB), Estevam Galvão (DEM),
Adilson Rossi (PSB), Jorge Caruso (PMDB), Gilmaci Santos (PRB), Coronel Camilo (PSD) e Delegado Olim (PP). A primeira sessão será comandada por Estevam Galvão, o deputado mais velho da comissão.

Após acordo na base alckmista, os deputados devem eleger o tucano Marcos Zerbini como presidente da CPI e o Delegado Olim (PP) como relator da comissão, que tem prazo de 120 dias de duração e deve ter sessões inclusive durante o recesso parlamentar de julho.

O presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), é um dos investigados pela Operação Alba Branca, da Polícia Civil e da Ministério Público Estadual (MPE), que descobriu um esquema de superfaturamento e pagamento de propina em convênios da Secretaria Estadual da Educação com a Cooperativa Agrícola Familiar (Coaf) para o fornecimento de suco de laranja para merenda no Estado e municípios paulistas.

Outros dois deputados estaduais – Fernando Cury (PPS) e Luiz Carlos Gordim (SD) – foram citados por investigados e delatores da Alba Branca. Todos negam as acusações. Deputados da base de Alckmin vão querer investigar os contratos da Coaf com 22 prefeituras paulistas, entre as quais, São Bernardo e São José dos Campos, ambas administradas pelo PT.