Após 20 dias, radares pistola voltam a mirar motos nas marginais
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Após 20 dias, radares pistola voltam a mirar motos nas marginais

Prefeitura já arrecadou R$ 165 milhões com multas de trânsito em 2017

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

15 Fevereiro 2017 | 18h55

Limites de velocidade serão ampliados. Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Limites de velocidade foram ampliados. Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Passados 20 dias da mudança de limites de velocidade nas Marginais do Tietê e do Pinheiros, a Prefeitura divulgou nesta quarta-feira, 15, uma listagem com 42 pontos das duas pistas que estão autorizados a receber radares móveis de velocidade.

São 14 equipamentos liberados para fiscalizar os novos limites: 60 km/h na pista local, 70 km/h na pista central e 90 km/h na pista expressa. Os radares móveis já eram usados nas pistas, mas agora foram adequados aos novos limites. Eles ficarão nos 42 pontos em esquema de rodízio.

A CET usa os radares móveis, também chamados de radares pistola, para fiscalizar motociclistas — que são quem mais morre no trânsito. Para que eles fiscalizassem os novos limites de velocidade, precisavam que a autorização por escrito fosse publicada.


Embora as mudanças implementadas pela Prefeitura tenham previsto, a pedido de ciclistas, a manutenção do limite de velocidade a 50 km/h na faixa da direita da pista local, nenhuma das máquinas foi liberada para fiscalizar essa velocidade.

Desde 1º de janeiro, a gestão Doria arrecadou R$ 165 milhões com multas de trânsito. A expectativa é que, ao longo do ano, a arrecadação supere R$ 1 bilhão em 2017.

O prefeito João Doria (PSDB), durante sua campanha eleitoral, criticou o uso de guardas-civis metropolitanos para a operação dos radares. Depois de eleito, trocou a operação de mãos, para as dos marronzinhos da CET. Mas os GCMs devem continuam fazendo a proteção dos operadores dos radares.

 

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