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Matas da região de Paulínia terão R$ 36,6 mi da Petrobras

José Tomazela

22 Janeiro 2015 | 19h51

Cinco unidades de conservação da região de Campinas, entre elas a Mata de Santa Genebra e o Matão de Cosmópolis, serão beneficiadas com R$ 36,6 milhões pagos pela Petrobras para compensação ambiental das obras de modernização da Refinaria de Paulínia. Decisão da Justiça em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em Campinas anulou deliberação da Câmara de Compensação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo que, em 2007, destinou os recursos ao Parque Estadual da Serra do Mar, localizado a mais de 100 km da refinaria.

A Secretaria estadual alegou na ação que a obra não produziu impactos negativos diretos em unidades situadas no entorno. No entanto, estudo de impacto ambiental elaborado durante o processo de licenciamento demonstrou que ocorreram efeitos negativos na qualidade do ar, escassez de recursos hídricos, potencialização de processos erosivos e comprometimento da qualidade do solo e das águas.

O argumento do MPF acatado pela Justiça é de que a compensação deve ser feita no local em que ocorreram esses impactos. O valor representa 0,5% do total investido no empreendimento. As ações a serem realizadas nas unidades serão definidas em conjunto pelo MPF, Fundação Pedro de Oliveira, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e os municípios de Campinas e Paulínia, que atuaram no processo. Da decisão ainda cabe recurso.

A Mata de Santa Genebra, localizada no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, é considerada área de relevante interesse ecológico. Com 251,7 hectares, é a segunda maior floresta urbana do Brasil, atrás apenas da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O Matão de Cosmópolis, com 173 hectares entre este município e Artur Nogueira, é importante refúgio para aves e animais da região, muitos ameaçados de extinção.