Araraquara ampliará proteção a calçadas com pegadas de dinossauros
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Araraquara ampliará proteção a calçadas com pegadas de dinossauros

José Tomazela

24 Junho 2013 | 10h09

 

A prefeitura de Araraquara estuda um meio para dar mais proteção às calçadas da cidade que têm lajes de arenito com pegadas de dinossauros. Uma das propostas é a extensão do Museu a Céu Aberto, na rua Voluntários da Pátria, a outras vias públicas com fósseis de pegadas. O estudo foi iniciado após a visita do paleontólogo italiano naturalizado brasileiro Giuseppe Leonardi à cidade, no último dia 18. Leonardi pesquisou os fósseis entre as décadas de 1970 e 80.

Homenageado com o nome de uma sala no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara (Mapa) e com um título de cidadania, o paleontólogo lembrou que ainda existem muitas pegadas sem proteção nas calçadas, podendo ser apagadas ou destruídas com o tempo. “É um patrimônio que deve ser protegido e valorizado”, cobrou.

CALÇADAS – Em 1976, depois de ter visto uma laje de arenito com pegadas, ele decidiu ir a Araraquara e descobriu que as marcas de répteis e mamíferos do período jurássico, há 140 milhões de anos, estavam nas lajes usadas nas calçadas das ruas, entre a antiga rodoviária e a Igreja Matriz. Em visitas sistemáticas à cidade, ele catalogou 308 km lineares de calçadas com pegadas, entre elas as de grandes dinossauros.

A descoberta tornou Araraquara a cidade com mais pegadas em afloramento urbano do mundo. O setor de paleontologia do museu tem 21 lajes do arenito Botucatu com fósseis de pegadas. Outras centenas de marcas estão identificadas e marcadas no museu a céu aberto, mas há muitas mais espalhadas por outras ruas da cidade.

 

 

Pegadas de dinossauro em rua de Araraquara