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O Brasil no rumo certo

Haisem Abaki

02 Setembro 2016 | 09h49

Foram anos perdidos até chegarmos a este momento de renovação da esperança. Agora, finalmente, parece que voltamos a ter um rumo. Talvez ainda seja cedo pra comemorar, já que é apenas o começo de uma nova era. Ainda há muito por fazer, mas temos motivos para acreditar em dias melhores.

E o primeiro sinal é aparente. Sai aquela cara brava, emburrada e com semblante que expressava arrogância. Entra um rosto mais conciliador, leve e com um jeito de ser que demonstra disposição para o diálogo.

Passamos os últimos 13 anos nos achando superiores, os melhores e mais abençoados do que o mundo, que era apenas “o resto”. Ignoramos com prepotência os claros indícios dos erros que estávamos cometendo. E insistimos nessas bobagens menosprezando quem nos apontasse as falhas.

Ficamos paralisados, acreditando numa falsa supremacia. Éramos os bons, os admirados, os que se julgavam acima do bem e do mal. E isso bastava. Não era necessário ter humildade e reconhecer as qualidades “dos outros”. Bastava surfar na onda do sucesso e se embriagar com tamanha popularidade. Ficamos bêbados esse tempo todo.

E se alguém ousasse apontar a zorra em que vivíamos era tratado como se fosse um traidor da Pátria, um torcedor de adversários conspiradores prontos para dar um golpe em tantas conquistas populares que nos fizeram ser mundialmente respeitados.

O bando que não queria largar o osso se armou com a tropa de choque do “nós” e foi pra cima da indignada turma do “eles”, que aumentava cada vez mais e já  não se deixava enganar com facilidade.

Os bacanas ainda ficaram zombando dos que tinham despertado do sono profundo e insistiram em suas orgias sem nenhuma vergonha, até mesmo diante das piores goleadas. O importante era continuar tirando proveito do poder quase divino que imaginavam ter. Era só fazer um revezamento entre os mesmos de sempre para manter as benesses da classe dirigente.

Mas uma hora a conta do porre chega e, como se diz no planeta da bola, não tem mais bobo no futebol. Então, é hora de se reerguer dos tombos, corrigir as lambanças e seguir em frente, recuperando a autoestima. Com transparência e seriedade, sem o nariz empinado de quem tem o rei na barriga. Pelo menos temos agora um sopro de mudança.

Finalmente podemos dar adeus aos últimos anos sombrios representados por D e receber de braços abertos os novos tempos que chegam com T. Tchau, Dunga! Bem-vindo, Tite!