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Novas velhas marchinhas

Haisem Abaki

24 Fevereiro 2017 | 10h06

Seu juiz, eu quero, seu juiz, eu quero

Seu juiz, eu quero delatar

Dá a tornozeleira, dá a tornozeleira

Dá a tornozeleira pro caguete não calar


Olha a roubalheira do Zé réu

Será que ele é?

Será que ele é?

Olha a roubalheira do Zé réu

Será que ele é?

Será que ele é?

Será que ele é obra nova?

Será que ele é do cartel?

Parece que é recurso desviado

Mas isso eu não sei se ele é

Corta o dinheiro dele!

Corta o dinheiro dele!

Corta o dinheiro dele!

Corta o dinheiro dele!

O teu tornozelo não nega, canalha

Porque és canalha no pudor

Mas como o pudor não pega, canalha

Canalha, eu quero o teu pavor

Oh, empreiteira, por que estás tão triste?

Mas o que foi que te aconteceu?

Foi a polícia que saiu do armário

Deu dois mandados e depois prendeu

Foi a polícia que saiu do armário

Deu dois mandados e depois prendeu

Vem, empreiteira! Vem, meu delator!

Não fiques triste que este contrato todo é seu

Tu és muito mais rica

Que a polícia que prendeu

Você pensa que propinaça é água?

Propinaça não é água não

Propinaça vem do contribuinte

E água vem do ribeirão

Propina maravilhosa

Cheia de pacotes mil

Propina maravilhosa

Corrupção do meu Brasil

A-la-drão-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que valor ô ô ô ô ô ô

Atravessamos o contrato da obra cara

O pré-sal estava quente

Atiçou a nossa tara

A-la-drão-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que valor ô ô ô ô ô ô

Viemos do partido

E muitas vezes

Nós tivemos que roubar

Lalau! Lalau! Lalau, meu bom Lalau!

Mande grana pra senador

Mande grana pra votar

Lalau! Meu bom Lalau!