Obelisco foi reaberto a visitas após 12 anos

Geraldo Nunes

12 Dezembro 2014 | 08h48

O Obelisco é o marco de um mausoléu erguido em homenagem aos paulistas que lutaram como voluntários em um exército improvisado que tentou derrubar a Ditadura Vargas, em 1932. O ato heroico, como define o poeta Paulo Bomfim, serviu de pia batismal para a democracia em nosso país, porque antes nunca tinha se discutido no Brasil a respeito do que é democracia.

Os paulistas foram à luta pedindo respeito a uma constituição, que fora rasgada no Golpe Militar perpetrado por Getúlio Vargas em 1930. A partir dali foi dissolvido o Congresso e todas as decisões partiam por decreto. Os paulistas lutaram praticamente sozinhos contra o exército legalmente existente e perderam nas armas, mas tiveram de volta a constituição convocada no ano seguinte à revolução e promulgada em 1934.

Cerca de mil paulistas morreram, mas nem todos estão sepultados no Mausoléu do Soldado Desconhecido, no Ibirapuera. A ideia do Obelisco, partiu de um outro poeta, Guilherme de Almeida ao sugerir que o formato do monumento lembrasse “A lança levantada pelo povo em favor de um Brasil regido pela democracia”.

O obelisco é um projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili, que chegou ao Brasil em 1923, quando tinha 34 anos de idade, pois estava fugindo do regime fascista em seu país. O obelisco, feito em puro mármore travertino, foi inaugurado em 9 de julho de 1955, um ano após a inauguração do Parque do Ibirapuera. A Revolução Constitucionalista, Revolução de 1932 e Guerra Paulista foram os nomes dados ao movimento armado ocorrido no Brasil entre julho e outubro de 1932.