Uma joia do século 18
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Uma joia do século 18

Igreja Matriz de Itu, inaugurada em 1780, acaba de ser restaurada

Edison Veiga

04 Março 2016 | 00h41

O altar da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, de Itu, depois do restauro:

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação



O mesmo altar, antes das obras:

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação


____________________
Paulistices no Facebook: curta!
E também no Twitter: siga!
_____________________

As imagens acima dão uma boa ideia da transformação por que passou a história Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, de Itu, inaugurada em 1780. De inegável importância histórica, trata-se de um dos primeiros edifícios paulistas a serem tombados pelo governo federal – a proteção, datada de 1938, inclui todo o acervo de bens móveis, dos altares ao conjunto de imagens sacras, conforme ressalta o arquiteto Mauro David Artur Bondi, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

“Desde então, a igreja e alguns de seus elementos artísticos são objeto de pequenas e sucessivas obras de restauração, assim como de estudos de especialistas da arte do período colonial brasileiro”, conta Bondi. “O primeiro grande estudo é o clássico de Mario de Andrade intitulado ‘Vida e Obra do Padre Jesuíno do Monte Carmel’. Neste trabalho, obrigatoriamente, também é analisada a obra do pintor José Patrício da Silva Manso, nessa igreja.”

No último sábado, foi finalizada oficialmente a primeira etapa de uma grande obra de restauro da igreja – trabalho este acompanhado pessoalmente pelo arquiteto Bondi. “Passados 75 anos, agora na segunda década do Século 21, graças a essas obras de restauração, novos e surpreendentes elementos artísticos, elaborados por artistas até hoje desconhecidos, vieram à luz, enriquecendo o conjunto da capela-mor deste templo, e por que não dizer, enriquecendo a história da arte do período colonial em nosso Estado e no Brasil”, comenta o arquiteto. “A remoção de repinturas de tinta branca, no tabuado que revestem as paredes laterais da capela-mor, revelou curiosas cenas do Antigo Testamento da Bíblia, à moda de azulejaria em azul e branco, de autoria do desconhecido artista Matias Teixeira da Silva, executadas em 1788.”

As descobertas não param por aí. “Por sua vez, a remoção das diversas repinturas na talha do altar-mor revelou trabalho de esmerado escultor também desconhecido, Bartolomeu Teixeira Guimarães”, completa.

A seguir, mais fotos da histórica igreja:

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação

Foto: Victor Hugo Mori/ Iphan/ Divulgação