Prédio do Banespa, um símbolo paulistano
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Prédio do Banespa, um símbolo paulistano

Edison Veiga

17 Julho 2012 | 04h16

No mesmo passado, um dos mais famosos edifícios de São Paulo, o Altino Arantes, no centro – conhecido como “prédio do Banespa” -, completou 65 anos. O assunto foi ao ar recentemente em coluna veiculada pela rádio Estadão ESPN.

O edifício foi projetado pelo arquiteto Plinio Botelho do Amaral e começou a ser construído em 1939. Sua forma é inspirada no Empire State, de Nova York. A obra foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial e o prédio só ficou pronto em junho de 1947, há 65 anos. São 161 metros de altura, 14 elevadores, 900 degraus e 1119 janelas. Quando foi inaugurado, era o prédio mais alto de SP – hoje é o terceiro mais alto.

O nome oficial, Altino Arantes, homenageia o primeiro presidente do Banespa, o antigo Banco do Estado de São Paulo. Altino Arantes Marques nasceu em Batatais (SP), em 1876 e, entre 1916 e 1920 ocupou a presidência do Estado – cargo equivalente ao de governador, hoje em dia. Formado em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, ocupou diversos outros cargos públicos – foi deputado federal por quatro mandatos e deputado constituinte em 1946. Integrou a Academia Paulista de Letras e presidiu o Instituto HIstórico e Geográfico de São Paulo. Morreu na capital paulista, em 1965.

Do alto do prédio, se tem uma das mais impressionantes vistas paulistanas. Aliás, sobre isso, uma curiosidade: na época da ditadura militar, o mirante, lá do alto dos seus 161 metros, tinha a entrada proibida por questões de segurança nacional. Atualmente, o prédio fica aberto à visitação de segunda à sexta, das 10h às 15h, com entrada grátis.