Patrimônios imateriais
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Patrimônios imateriais

Edison Veiga

30 Abril 2014 | 00h35

FOTO: SERGIO CASTRO/ ESTADÃO

Pouco mais de um ano atrás, a Casa Godinho (foto), armazém fundado em 1888 no centro paulistano, tornou-se o primeiro bem imaterial da cidade protegido pelo Conpresp, o órgão municipal de proteção ao patrimônio. “Muitos achavam que nem existíamos mais”, comenta o proprietário do estabelecimento, Miguel Romano.

Fato é que a ideia de proteger não o edifício, mas sim o intangível, veio para ficar. “É um tendência mundial”, avalia a arquiteta Nádia Somekh, diretora do Departamento de Patrimônio Histórico e presidente do Conpresp. Além da Casa Godinho, São Paulo protege também o samba paulistano – desde o fim do ano passado. Outros 12 pedidos aguardam análise dos técnicos do Conpresp (trovas acadêmicas do Largo São Francisco; festa de San Gennaro; sotaque da Mooca; quilombos urbanos; feiras livres; dérbi paulistano – clássico entre Palmeiras e Corinthians –; virado à paulista; irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos; cruzamento das avenidas Ipiranga e São João; festa do Divino Espírito Santo da Freguesia do Ó; culto evangélico; e umbanda). Até agora, uma ideia recebeu parecer contrário do órgão: o festival Revelando São Paulo, do governo do Estado.

INTERROGAÇÃO
Quem é o campeão de pedidos ao órgão?

O ex-vereador Juscelino Gadelha. Dos 15 pedidos de proteção ao patrimônio imaterial já feitos ao Conpresp, nove são de sua autoria – oito tramitam e um foi negado. A lista tem ainda o vereador David Soares, ex-vereador Jamil Murad, o promotor Carlos de Salles e a Secretaria do Governo Municipal.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 25 de abril de 2014

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