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Sobre as más condições dos parques paulistanos

ANÁLISE

Edison Veiga

03 Setembro 2016 | 15h59

Por Henrique de Carvalho*

O problema é sempre o mesmo para todos os equipamentos e serviços públicos: a raiz está no descompromisso dos gestores com funcionamento real, a operação efetiva, a manutenção realizada com a eficiência e constância. Tudo se perde em desatenção, conformismo diante de improvisos e precariedade, baixa qualidade na realização, infinitos carimbos, licitações demoradas, descumprimento de prazos, gente que não dá conta do trabalho (ou falta de efetivo que precisa ser sanada). Não vemos nenhum empenho real nem solução dos problemas de gestão dos parques.

Obviamente, o cuidado do usuário com a coisa pública é um componente importante de qualquer solução. Entretanto, obras públicas precisam deixar de ser precárias e corrigirem ao menos o desgaste natural de uso. Qualquer solução de gestão pode ser resumida em “eficiência, rapidez, comunicação, sentido de urgência imediata, concretização, qualidade real”. Não se faz o óbvio. Deveria haver uma equipe de zeladoria eficiente e protocolos de comunicação com atendimento imediato das demandas pequenas, como equipamentos quebrados, jardins desfeitos, pavimentação precária, infiltrações, sujeira, vandalismo, sinalização. Um comunicado feito pela manhã deveria ser atendido e resolvido à tarde por equipe treinada, profissionalizada e eficiente, com qualidade e sem qualquer burocracia.

* Arquiteto, urbanista e paisagista, Henrique de Carvalho é sócio do ateliê Tanta.