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Paranapiacaba: os cuidados do Iphan

A vila ferroviária só foi incluída no PAC das Cidades Históricas graças aos esforços do órgão federal de proteção ao patrimônio

Edison Veiga

28 Julho 2015 | 07h52

Foto: Gabriela Bilo/ Estadão

Foto: Gabriela Bilo/ Estadão


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Contemplada com R$ 41 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, a vila ferroviária de Paranapiacaba, em Santo André, é candidata a Patrimônio Mundial da Humanidade, conforme reportagem publicada neste espaço dias atrás. Nos bastidores dessa história está o trabalho de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, conforme conta o arquiteto e urbanista Mauro David Artur Bondi.

Bondi é o encarregado, entre outras coisas, de acompanhar a tutela do “Bem Tombado com a designação de Vila Ferroviária de Paranapiacaba, processo de tombamento nº 1252-T-87, inscrito no volume 2 às folhas 093 -094 do Livro de Tombo Histórico, inscrição nº 586, de 30/09/2008”.

“A nós do Iphan, neste processo todo, coube bem mais do que apenas apresentar a candidatura de Paranapiacaba a patrimônio da humanidade pela Unesco”, ressalta o arquiteto. “Desde o tombamento da Vila Ferroviária de Paranapiacaba, em 2008, o instituto tem a tutela de acompanhar o que vem sendo feito no bem tombado, tanto na área que pertence à Prefeitura de Santo André, quanto no pátio operacional ferroviário sob concessão da MRS logística, que constituem o conjunto tombado.” Ele lembra que a Superintendência de São Paulo do Iphan pleiteou os recursos do PAC Cidades Históricas para a vila.

“Após a inclusão de Paranapiacaba no programa, todo o pessoal técnico e administrativo da Secretaria de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense da prefeitura de Santo André recebeu a orientação e o apoio para levar a bom termo as ações necessárias para realizar projetos e obras”, explica ainda Bondi. “Os diversos projetos priorizados, assim como os respectivos orçamentos, foram exaustivamente discutidos e analisados, tanto pela nossa Superintendência Estadual, como pela especifica Diretoria do PAC das Cidades Históricas do nosso Instituto em Brasília.”

O Iphan também acompanhou os processos licitatórios para a obra e, agora, com as atividades em curso, tem realizado “vistorias regulares de acompanhamento”.

“Este reconhecimento da Unesco vai ser muito importante para Paranapiacaba, para a preservação e valorização do patrimônio tombado”, acredita Bondi. “Mas antes disso temos ainda muito trabalho pela frente.”