O abajur da vizinha
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O abajur da vizinha

Edison Veiga

21 Junho 2013 | 14h50

FOTO: ALEX SILVA/ ESTADÃO

Quando era criança, o artista plástico paulistano Sérgio Fingermann costumava passar o tempo na casa de uma senhorinha interessante que morava no mesmo prédio em que ele, em Higienópolis. Quando eu tinha 10 anos, minha mãe me levou à Bienal de Arte e me lembro que vi alguns quadros dela expostos lá”, afirma Fingermann. “Então falei: é na casa dela que tomo lanche. Minha mãe não sabia que éramos vizinhos de Tarsila do Amaral.”

Quando a pintora morreu, em 1973, aos 86 anos, Fingermann ficou com alguns objetos como lembrança. “Como eu a visitava sempre, a enfermeira dela acabou me dando algumas peças. Ganhei tintas, paletas, um chapéu e um abajur”, diz. Quarenta anos depois, a filha dele, Elisa Fingermann, dirige a peça ‘O Homem com a Bala na Mão’, da Cia. Contraponto. E o abajur de Tarsila, emprestado pelo artista, compõe a cenografia.

Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 14 de junho de 2013

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