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'Não sou conduzido, conduzo!'

Edison Veiga

25 Janeiro 2015 | 05h54

Por André Rocha e Paula Dias*

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

Não sou conduzido, conduzo! Palavras em latim que estão escritas no brasão da bandeira de São Paulo refletem o papel social que cada paulistano tem com a sua cidade para lembrar a necessidade da valorização patrimonial do local onde se vive.

A preservação do patrimônio dialoga diretamente com a memória. Seus desdobramentos relacionam-se ao desenvolvimento, continuidade e recriações das tradições de grupos, pessoas e comunidades para a construção de significados e referências culturais.

Nos últimos anos, principalmente em 2014, começou a se discutir de forma real a cidade de São Paulo. Ainda falta muito. É um trabalho de longo prazo. A memória e o patrimônio são direitos sociais amplos, cuja proteção e valorização devem envolver toda a sociedade (não apenas o poder púbico). Para isso é preciso buscar parcerias entre os diversos segmentos da sociedade (iniciativa privada, universidades, imprensa, grupos civis e o poder público).

Hoje é aniversário de São Paulo, e o Hey Sampa completa seu primeiro ano de vida. Nesse trajeto buscamos divulgar e valorizar o patrimônio da cidade (seja material ou imaterial), reconhecendo a identidade dos bairros com seus moradores por meio de histórias, cenários e cultura. Em diferentes canais e parceiros buscamos promover a educação patrimonial para utilização dos espaços públicos de São Paulo.

Entendemos que os paulistanos quase não enxergam o patrimônio da cidade e tem uma relação pouco significativa com os espaços públicos (INFELIZMENTE!). Um pequeno exemplo: na ação Jornada Patrimonial Fotográfica realizada em maio de 2014 no bairro do Bixiga percebemos a falta de identidade que as pessoas têm com seu próprio bairro. A jornada constitui de um passeio com os moradores pelos pontos culturais e sociais. Quando passamos pelo Centro de Preservação Cultural da USP, a Casa Yayá (Rua Major Diogo, 353), um dos moradores elogiou a beleza do antigo casarão, mas disse que não sabia o que era, e também tinha medo de entrar. Sendo que a casa é aberta ao público, inclusive apresenta periodicamente atividades culturais como exposições e música ao vivo. Este cenário demonstra a falta de conhecimento que a sociedade tem com seu bairro e com a própria cidade.

Por isso a necessidade de um trabalho conjunto para que as pessoas conheçam os benefícios culturais e históricos que a cidade oferece aos seus moradores.

Acreditamos que desta maneira as histórias permanecerão vivas e os cidadãos se identificarão como parte integrante de cada uma delas, ampliando assim a qualidade de vida e a percepção de valores de si mesmo.

Aliás, como você enxerga São Paulo? Como você aproveita sua cidade? A cidade ideal é aquela que escolhemos ter o prazer de viver.
Parabéns, São Paulo!

* André Rocha e Paula Dias são cofundadores do Hey Sampa.

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