Marechal do vinho
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Marechal do vinho

Edison Veiga

02 Agosto 2017 | 05h01

Foto: Acervo Bodega Goulart/ Divulgação

A memória da Revolução de 1932 está perpetuada e impressa em rótulos de vinhos produzidos na região de Mendoza, na Argentina. A Bodega Goulart homenageia o militante constitucionalista Gastão Goulart (na foto, ele é o de bigode, que usa casaco preto). Desde 1997, a vinícola é conduzida por sua neta, Erika Goulart. Gastão morreu em 1964 e ela nasceu em 1972 – então, tudo o que aprendeu sobre o avô foi a partir de ensinamentos da família.

Chamado de Marechal Goulart – por isso, um dos rótulos da vinícola leva o nome de Marshall –, ele foi capitão da Legião Negra, que reuniu afrodescendentes na luta contra o governo
Getúlio Vargas.

Com a derrota dos revolucionários, o avô de Erika acabou preso pelas tropas governistas e ficou detido no presídio de Ilha Grande. Anos mais tarde, exilado na Argentina, comprou um vinhedo em Mendoza para recomeçar a vida. Nesse cenário, ele escreveu um livro de memórias: ‘As Verdades da Revolução Paulista’. Goulart ainda voltaria ao Brasil, onde morreu.

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