Marco zero
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Marco zero

Edison Veiga

22 Junho 2013 | 18h14

FOTO: PAULO LIEBERT/ ESTADÃO

Por causa deste post aqui, o xará Edison Loureiro, economista aposentado, me enviou um e-mail muito bacana. As informações são tão legais que tomo a liberdade de publicá-lo abaixo, na íntegra:

“No centro da Praça da Sé, bem na direção da porta principal da catedral está o marco zero do Estado de São Paulo.

Este é não é o primeiro marco zero de São Paulo. Houve um em frente à entrada da primeira igreja da Sé, porém de posição incerta. Acabou sendo retirado e o marco zero passou a ser considerado a torre da igreja. Com a demolição da igreja a cidade ficou sem um marco zero. Houve vários marcos que indicavam o início das estradas. Por exemplo, a estrada São Paulo Rio tinha um marco localizado na Penha.

Em 1921, o jornalista Américo R. Netto, que era membro da Associação Paulista de Boas Estradas, retomou a ideia de voltar a estabelecer um marco para uniformizar a quilometragem das estradas.

Jean Gabriel Villin, artista, ilustrador dos livros de Monteiro Lobato e publicitário nascido na França elaborou os desenhos e a concepção da obra. Porém, a ideia somente progrediu em 1932 com a aprovação do projeto pelo prefeito Antonio Carlos Assumpção. O marco foi instalado em 1934.

Logo teve sua placa de bronze roubada, mas em 2007 o monumento foi totalmente restaurado e foi instalada uma réplica da placa original. A placa mostra as saídas da cidade na década de 1930 e as faces do totem têm gravuras simbolizando os locais para onde se voltam: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santos, Paraná, Mato Grosso (que na época era um só) e Goiás.

O marco zero de São Paulo é o ponto inicial da quilometragem de todas as rodovias estaduais radiais à capital – as transversais têm seu ponto inicial na extremidade mais próxima à capital. É também em função do marco zero que são identificadas as rodovias do estado. As radiais recebem as letras SP mais um número par que corresponde ao valor aproximado em graus do ângulo formado pela linha norte que passa pelo marco, contando no sentido horário. As transversais recebem um número ímpar correspondente à distância média em quilômetros medida até uma paralela passando pelo marco zero.

As ruas da cidade de São Paulo têm seu início no ponto voltado à Praça da Sé. Aí começa a numeração dos edifícios. É um monumento pequeno, porém talvez seja o mais funcional da cidade.”

(Edison Loureiro)