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Monumentos ficam guardados em depósito no Canindé; agora estão expostos no Arquivo Histórico

Edison Veiga

31 Dezembro 2015 | 00h42

Foto: André Turazzi/ Divulgação

Foto: André Turazzi/ Divulgação


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Engana-se quem pensa que uma estátua fica para sempre no mesmo lugar. Ao menos, não em São Paulo. Ao longo de um ano, a artista plástica Giselle Beiguelman, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, pesquisou todo traslado de monumentos da Prefeitura, atualmente guardados em um depósito no Canindé, e mapeou suas mudanças pela cidade. Chegou à conclusão de que pelo menos 60 obras mudaram de endereço ao menos uma vez – e 40% delas foram instaladas em até cinco localizações diferentes.

Sua pesquisa desdobrou-se em uma inédita intervenção urbana: com o apoio do Departamento do Patrimônio Histórico, a artista levou, com guindastes, alguns monumentos que estavam há décadas fora de circulação, para uma exposição no Arquivo Histórico Municipal (Praça Cel. Fernando Prestes, 152, Bom Retiro). A mostra ‘Memória da Amnésia’, fica em cartaz até 25/2.

As obras escolhidas para a exposição são ‘Monumento a Olavo Bilac’ – que, em 1922, situava-se à Rua Minas Gerais -; ‘Heróis da Aviação’, uma homenagem a Bartolomeu de Gusmão e a Santos Dumont; ‘Fonte Monumental’, com suas incríveis lagostas de bronze; `Jangada de Orson Welles`, supostamente utilizada no filme ‘É Tudo Verdade`. Sobre esta última, aliás, a artista crava que não foi utilizada por Welles. “Sua inconsistência documental, ou seja, a total aleatoriedade de sua presença no depósito, nos parece o retrato mais perfeito das peculiaridades do sistema de memória de São Paulo”, critica a artista.