Cultura à venda: por dentro das lojinhas de museus de SP
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Cultura à venda: por dentro das lojinhas de museus de SP

Edison Veiga

16 Março 2016 | 05h32

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão


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Esqueça os souvenirs mais chavões, da caneca ao chaveiro. A nova tendência das lojinhas de museus paulistanos é apostar em itens exclusivos – e, claro, que têm a ver com o acervo em questão. Catavento (foto acima), Museu de Arte Sacra e Museu Afro são alguns exemplos que já contam com diferenciais. Casa das Rosas acaba de abrir uma também: totalmente focada em literatura. No catálogo das instituições, há brinquedos, cerâmicas decorativas e até joias.

Um bom exemplo é a Pinacoteca do Estado. Há um ano, a loja da instituição lançou uma coleção de joias inspiradas em obras que integram o acervo. Tem brinco com a obra Saudade, de Almeida Junior, colar de pérolas igual ao da Imperatriz Amélia (foto abaixo), anel em prata e marcassita alusivo à Dama, de Georgina de Albuquerque, e até um brinco com ágatas, banhado a ouro, réplica do utilizado por Carmem de Azevedo na pintura de Jules Leroux. Idealizada pela designer Aurea Sacilotto, a coleção também pode ser vista em exposição – no caso, a mostra Arte no Brasil: Uma História na Pinacoteca de São Paulo (no 2º piso do museu).

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Localizado no histórico prédio do Mosteiro da Luz, o Museu de Arte Sacra também conta, em sua loja, com joias inspiradas no acervo (fotos abaixo). No caso, anéis, colares e camafeus, réplicas banhadas a ouro das peças que o visitante encontra em exibição. “São 19 modelos, todas similares às peças utilizadas por cardeais e bispos”, afirma Jorge Brandão, responsável pela loja. “E também temos esculturas à venda, como uma réplica de obra do Aleijadinho.”

Foto: Rafael Arbex /Estadão

Foto: Rafael Arbex /Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Se o Catavento é um interativo museu dedicado à criançada – e ao aprender brincando –, nada mais justo que a loja do local ter brinquedos à venda (fotos abaixo). “Com eles, crianças e adultos desenvolvem a criatividade e compreendem que o mundo é um lugar cheio de possibilidades”, justifica a assessoria de imprensa da instituição. “Entre os produtos à venda estão: um globo de plasma, um praxinoscópio – aparelho que projeta em uma tela, imagens desenhadas sobre fitas transparentes – além de esqueletos de dinossauros, confeccionados em madeira.” Também podem ser adquiridas ali uma versão lúdica da Máquina de Winshurst, um poço infinito e quebra-cabeças de dinossauro.

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Foto: Rafael Arbex/ Estadão

Inaugurada há pouco mais de um ano, a loja do Museu da Imigração comercializa até mala de viagem. No Museu Afro Brasil, podem ser adquiridas cerâmicas assinadas por Francisco Brennand, além de gravuras de Caribé e vinho português. Filmes clássicos são vendidos no lojinha do Museu da Imagem e do Som e situação semelhante deve encontrar o frequentador da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. A instituição acaba de abrir sua loja. “Nossa linha cult será um diálogo com as exposições da casa”, promete o responsável pelo empreendimento, Alex Giostri. Aos aprendizes de poeta, um item deve fazer especial sucesso: o descolado molesquine com o marca da Casa das Rosas.