CPTM quer parceiro para ciclovia do Rio Pinheiros
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CPTM quer parceiro para ciclovia do Rio Pinheiros

Via de 21,5 km deve ter gestão privada; contrapartida será a colocação de sinalização publicitária

Edison Veiga

11 Março 2016 | 17h53

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão

Foto: Tiago Queiroz/ Estadão


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A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) quer delegar a um parceiro a administração e manutenção da ciclovia que margeia o Rio Pinheiros, paralela à Linha 9-Esmeralda. De acordo com a companhia, um edital de chamamento público com todas as regras do termo será publicado no dia 31 deste mês.

Com seis acessos, a ciclovia do Rio Pinheiros tem 21,5 km de extensão e funciona desde 2010. De lá para cá, segundo dados da CPTM, foi utilizada por mais de 2,5 milhões de ciclistas – a média mensal é de 43 mil bicicletas por mês, com picos de 4 mil por fim de semana. A pista fica aberta das 5h30 às 18h30, diariamente. Ao longo do trecho, há ainda seis pontos de apoio, com banheiros e bebedouros. A ciclovia também conta com um estacionamento para carros – total de 45 vagas.

A empresa que vencer o processo de chamamento público será responsável pela gestão e manutenção do trajeto. Terá de assumir os gastos de limpeza e segurança, por exemplo. Também ficará encarregada de fazer eventuais reparos na pista, em caso de necessidade. Só não poderá alterar ou ampliar a pista. Em contrapartida, poderá afixar publicidade institucional na via – desde que em conformidade com a Lei Cidade Limpa. E ainda utilizar a imagem da ciclovia em suas comunicações.

A companhia também sugere que a empresa parceira incremente sua publicidade “oferecendo benefícios aos usuários, como a instalação e manutenção de calibradores automáticos de pneus de bicicletas em pontos estratégicos da ciclovia e nos pontos de apoio”. “Também poderá instalar e manter equipamentos tipo ‘fresh station’, que libera gotículas de água e estações de ginástica que possam complementar a atividade física, entre outros”, exemplifica a CPTM, em nota. “Outra ação que pode ser explorada é a integração dos diversos postos de empréstimo de bicicletas já existentes na região e serviços para consertos rápidos. Outro benefício que pode ser oferecido pelo proponente é a implantação de um sistema de iluminação autônomo na ciclovia, a base de LEDs, utilizando energia limpa e sustentável, solar ou eólica, desde que não dependa de rede de alimentação elétrica.”