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Corredor verde deve ficar pronto neste ano

No total, 10 edifícios terão jardins verticais em empenas cegas – seis já estão prontos e dois em andamento

Edison Veiga

03 Setembro 2016 | 16h01

De acordo com as expectativas do Movimento 90º, o corredor verde do Minhocão deve se tornar realidade até o fim deste ano. No total, serão dez edifícios a contar com jardins verticais em empenas cegas – seis já estão prontos e dois em andamento. Para celebrar esse resultado e marcar o aniversário da primeira instalação do projeto – o Edifício Huds, cujo jardim foi inaugurado em 19 de setembro do ano passado –, eventos estão marcados para o próximo domingo, das 14 às 19 horas, no próprio Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão.

Idealizador do projeto, o paisagista Guil Blanche vai conduzir um tour entre as obras. Às 16 horas, uma mesa-redonda (na Rua Sebastião Pereira, 98) vai expor os benefícios da iniciativa. A programação se encerra com exibição de um videodocumentário sobre o projeto.

Projeto. Guil teve a ideia de plantar em empenas cegas quando, em 2013, mapeou mais de 500 construções do tipo “agredindo” a paisagem de grandes vias da cidade. A iniciativa, entretanto, realmente foi adiante a partir do ano passado, quando uma lei municipal passou a permitir que empresas bancassem tais empreendimentos como mecanismo de compensação ambiental (confira neste link diagrama que mostra como o procedimento funciona). É o que tem viabilizado essas instalações – em média, um jardim do tipo custa R$ 250 mil no primeiro ano, entre instalação e manutenção.


Cálculos feitos com base em estudos da Universidade de Michigan indicam que os 5 mil metros quadrados de superfície de vegetação do corredor verde reduzem em mais de 16 toneladas as emissões de dióxido de carbono por ano.

Esses jardins também seriam capazes, segundo estudos internacionais, de absorver boa parte das partículas de poluentes atmosféricos – conforme indica o livro Green Infrastructure, de John W. Doover, sem tradução para o português.