Achado não é roubado
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Achado não é roubado

Edison Veiga

09 Abril 2014 | 15h42

FOTO: JF DIORIO/ ESTADÃO

A mania começou na adolescência, mas o blog está no ar há apenas três anos. O paulistano Diego Bravo, de 29 anos, é desses que adoram levar para casa tranqueiras encontradas nas ruas. “Das coisas que eu achei, o melhor foi o livro ‘Infância’, do Graciliano Ramos. Alguém arrombou o carro do meu irmão, não achou nada para roubar e ainda deixou o livro lá dentro!”, recorda-se ele, que posta em coisasqueacheinarua.blogspot.com.br relatos bem humorados com essas histórias de catador amador.

Já achou coisas de todos os tipos: escorredor de louça, vaso para plantas, pecinhas do jogo War, pôster do Corinthians, plaqueta de itinerário de ônibus… E tudo o que encontra, leva para casa? “Praticamente tudo! Quando não vai, eu conto no próprio blog, como no post ‘Coisas que achei na rua (mas não peguei)’ – em que falo de uma cadeira de cabeleireiro”, diz Bravo. “Várias das coisas que eu peguei acabaram indo pro lixo, ou porque quebraram com o uso ou porque eu perdi nas mudanças – e tem também as que eram realmente inúteis.”


Publicado originalmente na edição impressa do Estadão, coluna ‘Paulistices’, dia 4 de abril de 2014

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