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Organizadores do ‘Existe Amor em SP’ entram para o governo do PT
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Organizadores do ‘Existe Amor em SP’ entram para o governo do PT

Diego Zanchetta

06 Maio 2013 | 20h31


COM MARÍLIA NEUSTEIN

O prefeito Fernando Haddad (PT) levou para seu governo alguns dos jovens que organizaram no ano passado o Festival Existe Amor em SP, evento que levou cerca de 10 mil pessoas para a Praça Roosevelt, no centro paulistano. Na época, os integrantes da festa tinham como um dos bordões “Fora Russomano”, então segundo colocado nas pesquisas na disputa das eleições municipais, à frente de Haddad.
Para ser chefe de gabinete de Juca Ferreira, secretário municipal de Cultura, Haddad chamou Rodrigo Savazoni, um dos criadores da Casa de Cultura Digital e um dos principais organizadores do Existe Amor em SP. O prefeito também chamou integrantes de coletivos dedicados à cultura alternativa, como Matilha Cultural, Fora do Eixo e Voodoohop, para ter assentos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e para conselhos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos.
Pedro Alexandre Sanches, um dos agitadores do evento na Praça Roosevelt em 2012, hoje faz o blog oficial da Virada Cultural. Integrantes dos coletivos de cultura alternativa também vão participar das discussões sobre o novo Plano Diretor, que o governo petista deve encaminhar à Câmara Municipal até o final do ano. Alê Yousseuf, também agitador do Existe Amor em SP, é o curador da virada.


Existe Amor em SP: organizadores de manifestação contra Russomano entram para o governo de Haddad

Na época da festa na Praça Roosevelt, os organizadores, porém, negavam estar fazendo manifestação a favor de Haddad e ligação direta com o PT. O prefeito tem afirmado que considera muito importante ouvir jovens militantes que conseguem mobilizar e organizar as pessoas por meio da internet, como as redes Fora do Eixo, Voodoohop, Casa da Cultura Digital e Matilha Cultural.
“É até bom você trazer para o governo pessoas com visão crítica e que apontem os defeitos”, argumenta o vereador Paulo Fiorilo (PT). “São coletivos que adquiriram expressão na cidade, e que merecem ser ouvidos.”

 

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