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Geada e caçada na Várzea do Carmo

Pablo Pereira

11 Abril 2010 | 08h36

Hoje o clima não é mais assim, com garoa e frio. Mas, nos idos de 1860, São Paulo viu gente morrer em noite de geada forte no atual Parque Dom Pedro. Foi numa noite dessas que um bêbado adormeceu na rua e amanheceu de corpo gelado na Várzea do Carmo, segundo relato de Álvares de Azevedo. O Tamanduateí, hoje espremido no canal, fazia praias pelo descampado gelado até a Rua 25 de Março. E ao rio se juntavam riachos. Ao saltar um desses córregos, durante uma caçada no Brás, em novembro de 1868, o poeta Castro Alves acidentalmente deu um tiro no pé esquerdo. E abreviou a vida. Mas essa já é outra história.

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