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Carauari, no interior do Amazonas, uma cidade sem protestos

Pablo Pereira

21 Junho 2013 | 10h17

“Manifestação aqui, só a que a gente vê pela televisão”, disse ontem José Renato Brasil de Oliveira, chefe da polícia de Carauari, cidade do Interior do Amazonas, a 780 quilômetros da Capital, Manaus. Nestes dias de debates sobre tarifas de transporte coletivo, passeatas, depredações, tumultos, bombas, tiros e prisões, que assustam os grandes centros urbanos brasileiros, o pequeno município amazonense, de 25 mil habitantes, é uma calmaria só. “Aqui não tem isso”, afirmou Oliveira.

Único policial civil da cidade, ele contou, pelo telefone, que  não se preocupa com passeatas, tumultos e saques, como tem ocorrido com as polícias de Brasília, São Paulo, Rio – e outras capitais. Nos últimos dias, Oliveira só tem se preocupado mesmo é com a superlotação da cadeia, que tem duas celas e pode alojar 12 pessoas, mas nas quais há 22 presos. “Aqui não temos manifestações, não”, afirmou. “A ameaça é outra. É briga de faca, furtos”, disse.

Isolada no meio da Amazônia, a pequena Carauari nem tem linhas de ônibus municipais. “Aqui o pessoal vai de moto, de carroça, de barco”, lembrou o policial. “Não temos esse problema de tarifa como em cidade grande”, declarou. “E também não há protestos nem por outros assuntos”. concluiu.

Para o prefeito Francisco Costa (PSD), “o povo de Carauari no Amazonas vive uma realidade totalmente diferente das pessoas que residem em grandes capitais do país”. Segundo Costa, “graças a Deus que Carauari tem um dos melhores IDEB do Amazonas”. O prefeito explicou que “em 2008, tínhamos apenas um médico. Hoje temos seis, vários dentistas, fisioterapeuta, assistentes sociais, psicólogos”.

Para ir a Manaus, onde está havendo protestos nas ruas, a viagem de avião demora 2h30 – quando há voo. De barco, são três dias pelo rio Juruá na ida, descendo, e 7 dias na volta, contra a corrente.

O vereador João Dantas de Brito (PSD) disse que a cidade toma conhecimento do que acontece em outras cidades pela imprensa. “Aqui, sem manifestações”, declarou Dantas. “Está tudo tranquilo”, emendou Raimundo Viana da Cunha, vereador do PT.

 

 

 

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