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A paciência acabou!

Pablo Pereira

18 Junho 2013 | 17h04

As manifestações contra o preço das passagens de ônibus encheram as ruas de descontentes e provocaram cenas jamais imaginadas na cidade: o fechamento da Marginal Pinheiros, na altura da Avenida Rebouças, para uma passeata!

A Marginal, às vezes, até para. Mas por outros motivos – excesso de carros nos horários de pico, acidentes, obras. Nunca para uma manifestação, como ocorreu no início da noite de segunda-feira. Nem os manifestantes acreditavam no que estavam fazendo. Caminhando pela pista livre, na altura o Jockey Club, gritavam: “A Marginal é nossa!”.

Claro que centenas de motoristas que ficaram travados no retão da Marginal naquele horário amaldiçoaram a passeata. Como, aliás, milhares pela cidade todo durante as mais de 8 horas de caminhadas e interrupções de trânsito. Certamente foi um sentimento de impotência e frustração como o daquela usuária de ônibus, Zelita Procópio de Oliveira, que entrevistei há um ano dentro de um ônibus que demorava 2h30 para percorrer 36 quilômetros de Parelheiros aos Jardins, onde ela trabalhava.

O Estado publicou o caderno Desafios de São Paulo sobre mazelas da cidade, entre elas a do transporte público. Isso ocorreu em junho de 2012, portanto antes da eleição de Fernando Haddad. Zelita Procópio contou em vídeo o tempo que perdia e seu sofrimento de todos os dias. À época ela perdia pelo menos 5 horas de seu tempo dentro de ônibus simplesmente para ir e vir.

Um ano depois, nada mudou. Haddad substituiu Gilberto Kassab, e só fez aumentar o preço da passagem. Estava na cara que a coisa ia explodir. A paciência de milhares de Zelitas acabou!

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