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A eleição, os impostos e a máxima de Criolo

Pablo Pereira

01 Julho 2012 | 10h18

Outro dia, fiz para o Estadão uma série de reportagens sobre o atual modo de vida em São Paulo. O trabalho está publicado neste domingo (1/07) em caderno especial  Desafio São Paulo que, nesta época que precede a campanha eleitoral,  oferece ao leitor um  diagnóstico das dificuldades vividas por paulistanos que precisam dos serviços públicos no seu dia a dia.

A cidade há muito tempo oferece um recorte fiel do que somos no Brasil. Para SP migram gentes de todos os estados e do interior paulista. Nela convivem comunidades de estrangeiros latinos, americanos, europeus, asiáticos, africanos – e os paulistanos da gema. SP é um mundo fascinante! Mas, como qualquer cidade, pode também ser cruelmente injusta, violenta, incômoda – como nos alerta o grito de Criolo em seu hit “Não existe amor em SP”.

Uma das belas coisas da vida em democracia é exatamente a oportunidade de, periodicamente, a sociedade se autoanalisar, rever referências, ter a opção de mudar rumos, trocar governos – ou confirmá-los, ratificá-los como efetivamente representativos de seu tempo. O ano em curso caminha para uma eleição municipal, em outubro, que vai coroar essa discussão da relação, por assim dizer, entre representados e representantes nos municípios.

O caderno especial, que tem reportagens também de outros colegas jornalistas, como Roldão Arruda, Lucas Maia e Felipe Frazão, abre uma série do Estadão em busca de uma luz sobre o quadro a ser encontrado pelo próximo prefeito.

Durante a produção pude ver de perto algumas das principais carências de moradores que dependem do setor público. E, como sabemos, o País, seus estados e municípios, apesar dos esforços de muitos dedicados servidores, está longe de oferecer ao contribuinte serviços de qualidade. Mesmo em cidades com orçamento bilionário, como São Paulo.

A estimativa de receita do município para este ano bate no R$ 39 bilhões, segundo a LDO, aprovada em dezembro e publicada em janeiro. Trata-se de uma poderosa máquina arrecadadora de impostos. Mas ainda é bastante longo o caminho a percorrer para que se possa encher a boca e dizer que São Paulo tem uma gestão pública de recursos que permite aos paulistanos afirmar, contrariando a máxima do poeta, que a cidade está redondinha, legal, feliz!

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