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A caminho do preso 1 milhão

Pablo Pereira

18 Outubro 2016 | 15h01

O Brasil registrou um aumento de 6% nas prisões de criminosos em 2015, em relação ao ano anterior, segundo o anuário estatístico “Justiça Em Números 2016”. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 17, no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em 2015, 281.007 penas de prisão começaram a ser cumpridas, diz o documento do CNJ, que destaca: é o dobro do número de presos do ano 2009 (148 mil). E emenda: a população carcerária do país é a quarta maior do mundo – quase triplicou em 14 anos. As cadeias brasileiras estão abarrotadas: 622 mil presos.

As penas alternativas (sem a privação de liberdade) são pouco mais de um terço das decisões. Os magistrados querem mesmo é encarcerar. Dados da Justiça de Rio, Ceará e Espírito Santo mostram que em 90% dos casos julgados a ordem foi prender. O país tinha, em 2015, 6 milhões de ações criminais em “fase de conhecimento”, informa o CNJ. Levando-se em conta que o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou de decidir que as prisões devem ser feitas imediatamente após julgamento na 2ª Instância – e essa é a grande novidade do mundo jurídico brasileiro -, a figura do preso 1 milhão não deve estar longe de existir.

 

 

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