O Abandono social de Sta Cecilia
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O Abandono social de Sta Cecilia

Marcel Naves

13 Junho 2016 | 18h17

 

Presença de moradores de rua provoca protestos de moradores e comerciantes do Largo Santa Cecília.

Presença de moradores de rua provoca protesto de frequentadores  e comerciantes do Largo Santa Cecília.

No Largo Santa Cecília, na região central da cidade existem ao menos três realidades diferentes para um problema social. Comerciantes que reclamam da queda nas vendas, moradores inseguros ao andarem por ruas e avenidas do bairro e um exército de moradores de rua. O convívio na região se torna cada vez mais difícil, e a solução parece  estar longe de ser resolvida.

Os donos de lojas e restaurantes reclamam a todo momento que a situação tem afetado diretamente ás vendas. Segundo eles a movimentação de pessoas é grande, mas ninguém quer dividir espaço com mendigos. A justificativa dada está principalmente na abordagem feita aos clientes para pedir esmolas.

Quem reside no entorno do largo também diz que não se sente seguro. Há queixas que vão de pequenos assaltos à abordagens violentas quase sempre feitas por dependentes químicos. E mesmo com a existência de uma base fixa da Policia Militar, ao lado da igreja de Santa Cecília, os registros de insegurança continuam.

Os moradores de rua que se agrupam em várias direções também reclamam. Para eles as abordagens são feitas apenas com objetivo de retirá-los do local. Eles alegam que em geral isto é feito com jatos de água, e de forma não muito cordial. Não são poucas as vezes em alegam ter todos 0s seus pertences retirados sem  que os mesmos sejam devolvidos.

Em nota a prefeitura esclarece

“A Prefeitura de São Paulo entende que as pessoas em situação de rua vivem em condições de extrema vulnerabilidade econômica e social e necessitam de todo cuidado e respeito. Dessa forma, as políticas de garantia dos direitos humanos devem ser fortalecidas para possibilitar-lhes um atendimento digno.

A Prefeitura lembra ser sua responsabilidade cuidar da organização do espaço público da cidade, todavia, estas ações devem ser cuidadosamente planejadas e executadas para que não violem direitos nem haja abuso contra qualquer cidadã ou cidadão presente no local. O diálogo deve ser o principal instrumento de abordagem. Não se admite, em hipótese alguma, atitudes coercitivas que violem a integridade física e moral.

As ações de cuidados com a cidade não podem justificar o recolhimento de bens e pertences pessoais, como documentos, cartões, medicamentos, mochilas, roupas, cobertores e instrumentos de trabalho. Tais condutas serão apuradas e as devidas sanções administrativas serão aplicadas aos seus autores”.

Ouça aqui a reportagem: