Moradores de rua, lixo e falta de sinalização prejudicam Perdizes
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Moradores de rua, lixo e falta de sinalização prejudicam Perdizes

Marcel Naves

30 Junho 2016 | 18h16

Moradores ocupam parte da calçada da esquina das ruas Clélia e Palmeiras

Moradores ocupam parte da calçada da esquina das ruas Clélia e Palestra Itália

O motivo principal das reclamações de quem reside no entorno do SESC Pompéia está na esquina da Rua Palestra Itália com a Rua Clélia. No local, um grupo de moradores de rua tem sido apontado como responsável por brigas, abuso de bebidas alcoólicas e desagradáveis abordagens. Comerciantes reclamam da sujeira deixada e da utilização  da porta de seus estabelecimentos como banheiros.

Angelina Dangela é proprietária de uma cafeteria e alega que a situação traz inúmeros problemas. Segundo ela, a abordagem feita muitas vezes chega a ser intimidadora. “Eles entram na loja e querem um determinada coisa, se não damos, somos ameaçadas e ouvimos palavrões. Quem vai querer entrar no meu estabelecimento deste jeito?”, pergunta a comerciante.

A situação também incomoda os frequentadores do Sesc Pompéia. Um senhor aposentado que preferiu não se identificar diz que tem medo de andar na mesma calçada onde as barracas foram montadas. “Eu sempre que posso atravesso a rua, dou a volta no quarteirão, ou seja, evito de qualquer forma passar por ali.”

Pedestre tem menos de 15 segundos para atravessar a Rua Clélia, em frente ao SESC Pompéia.

Pedestre tem menos de 15 segundos para atravessar a Rua Clélia, em frente ao SESC Pompéia

A situação de pedestres na Rua Clélia, exatamente em frente ao Sesc também requer atenção. Após cronometrar a abertura e o fechamento dos semáforos, contatamos que o pedestre não tem mais do que 15 segundos para atravessar. O tempo torna a travessia quase impossível, principalmente para idosos ou deficientes físicos.

Em nota a prefeitura e a CET esclareceram:

“A Subprefeitura Lapa informa que a Rua Clélia recebe serviços de varrição diariamente, inclusive o local citado pela reportagem. Além destes serviços, especialmente aos sábados são promovidas operações de Cata-Bagulho na região. A Rua Clélia já foi contemplada neste ano nos dias 5 de março e 28 de maio, quando foram removidas mais de 25 toneladas de materiais em desuso. A área receberá novas operações em 27 de agosto e 19 de novembro. Nos próximos dias, a subprefeitura realizará uma nova ação de limpeza no local.

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) informa que as equipes de assistentes sociais do SEAS (Serviço Especializado de Abordagem Social) atuam diariamente na região de Perdizes, bem como em toda a cidade. No entanto, os moradores em situação de rua não são obrigados a aceitar encaminhamento para um dos 80 centros de acolhida espalhados pela capital. São cerca de dez mil vagas fixas, além de mais de duas mil criadas durante a Operação

Baixas Temperaturas, que entra em vigor entre maio e setembro por conta do frio.
Nos centros de acolhida os moradores em situação de rua podem pernoitar, tomar banho, fazer suas refeições, lavar suas roupas e ter acesso a atendimento sócioassistencial. Mesmo que o morador recuse o encaminhamento, a equipe de abordagem continua seu trabalho de convencimento. Vale ressaltar que a rede de acolhimento da SMADS não registrou esgotamento das vagas nos centros de acolhida – pelo contrário, sobram em média mil vagas diariamente”.

CET

“O Departamento de Sinalização da CET fará vistoria técnica no local para monitorar a fluidez do trânsito e de pedestres circulantes na região. Os ajustes na programação do tempo serão providenciados, se constatada necessidade, para ampliar a segurança viária”.

Ouça aqui a reportagem.