Moradores da Vila Madalena reclamam de hostels e barulho na região
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Moradores da Vila Madalena reclamam de hostels e barulho na região

Marcel Naves

10 Janeiro 2017 | 19h18

Fachada de Hostel na Rua Pedro Hortiz. Foto Créd.: Marcel Naves/ Tirada como Moto Z Play + Hasselblad True Zoom

Os moradores da Vila Madalena, na zona oeste da cidade. estão descontentes com a presença dos hostels. Este tipo de albergue, muito procurado por turistas e jovens que optam por estadias baratas, não tem agradado os proprietários de imóveis da região.

Entre as queixas constam o barulho, a realização de festas sem limites de horários e o consumo de drogas. Os residentes da região também reclamam da existência de bares e restaurantes, que supostamente estariam em situação irregular.

Uma parcela considerável destes estabelecimentos está localizada entre as Ruas Harmonia e Pedro Ortiz. Uma moradora, que por questões de segurança prefere não se identificar, diz que a situação transformou o bairro numa terra de ninguém. “Aqui não tem dia ou horário, é uma algazarra constante por causa destas pensões, uma falta de respeito”, desabafa.

O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo reconhece a existência dos hostels piratas. Para Ênio Miranda, diretor da entidade, há pessoas que acreditam ser possível montar uma pousada em qualquer lugar. “Infelizmente existem muitas empresas com problemas na documentação”, destaca o sindicalista.

A contadora aposentada Bluma Burman, de 91 anos, mora em um sobrado da Rua Harmonia há mais de quatro décadas. Para ela, a única solução será a mudança, acredita. “Eu nunca imaginei passar por isto nesta altura da minha vida, eu sequer posso ver televisão”, diz.

Quanto ao hostel localizado em frente à residência da Dna. Bluma Burman, a Prefeitura informou que o local está com a documentação em ordem. O comunicado segue destacando que fiscais do Programa de Silêncio Urbano-PSIU farão uma vistoria no próximo final de semana.

Abaixo segue a íntegra da nota emitida pela PMSP:

“A Prefeitura Regional Pinheiros informa que realizou uma vistoria, conforme os dados fornecidos pela reclamante, e no momento da ação o local estava fechado. Uma nova vistoria foi feita na última terça-feira e foi apresentado o auto de licença de funcionamento nº 2015/13.072-00 deferido em 2015. O Programa de Silêncio Urbano (PSIU) agendou vistoria no local para o próximo final de semana”.

Ouça aqui a reportagem.

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