Entulho e sujeira tomam conta das ruas do Glicério
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Entulho e sujeira tomam conta das ruas do Glicério

Marcel Naves

17 Janeiro 2017 | 18h59

Ciclovia da Rua Junqueira Freire tomada pelo lixo. Foto Marcel Naves/ Tirada com Moto Z Play + Hasselblad True Zoom

Ciclovia da Rua Junqueira Freire tomada pelo lixo. Foto Marcel Naves/ Tirada com Moto Z Play + Hasselblad True Zoom

Os comerciantes do Glicério, na região central da cidade, reclamam que já não sabem o que fazer diante da situação de abandono em que se encontra o bairro. A começar pela questão dos moradores em situação de rua, presentes em número cada maior. Eles  ocupam calçadas, praças e viadutos, fazem fogueiras, improvisam barracos nas calçadas e utilizam qualquer espaço como banheiro.

Na Rua Junqueira Freire, o lixo produzido é deixado em via pública ocasionando o entupimento dos bueiros. O quadro fica ainda pior quando os detritos acabam misturados ao entulho, que é descartado irregularmente no local. As calçadas estão tomadas por sofás, geladeiras, camas e até carcaças de carros, tornando impossível a utilização por pedestres.

A comerciantes Rosa Maria é proprietária de uma loja de material elétrico na Rua Lavapés. Para ela a situação que nunca foi das melhores está cada vez pior. “Estou aqui há 42 anos e nunca vi tanto lixo jogado na rua e nos passeios. Existem trechos que a gente sequer consegue passar”, afirma.

Calçadas do Glicério são utilizadas como ponto de descarte de entulho.Foto Créd.: Marcel Naves/Tirada com moto z play + hasselblad true zoom

Calçadas do Glicério servem  para o descarte de entulho. Foto Créd.: Marcel Naves/Tirada com moto z play + hasselblad true zoom

A limpeza realizada pela prefeitura não agrada. O comerciante Paulo Santim, por exemplo, afirma ter o protocolo de várias solicitações sem qualquer retorno. “Eu ligo, vou pessoalmente, mas não resolve. Tenho uma dezena de protocolos, mas nada é feito”, diz.

Outra queixa recorrente é quanto à necessidade de fiscalização que possa impedir o funcionamento de “pensões” clandestinas. Estes estabelecimentos, que são em geral pequenos casebres, não possuem qualquer tipo de documentação. A ocupação é feita desrespeitando toda e qualquer norma de segurança.

Em nota, a Prefeitura não fez nenhuma menção sobre a necessidade de acompanhar a exploração comercial destas moradias. Quanto aos serviços de limpeza, o informe esclarece que são feitos regularmente. A atual gestão diz ainda que, apesar do esforço realizado, é fundamental a colaboração da população. O comunicado segue informando que uma nova vistoria será feita nos próximos dias, para identificar possíveis irregularidades.

Confira abaixo a íntegra da nota emitida:

 “A Prefeitura Regional Sé realiza regularmente os serviços de varrição e coleta na região citada pela reportagem. Ainda assim, será feita uma vistoria para identificar as irregularidades e realizar as devidas providências e, se necessário, acionar outros órgãos públicos. Apesar dos esforços da administração pública, a manutenção da limpeza depende da colaboração da população, evitando colocar lixo fora do horário de coleta. Também é importante que não haja despejo irregular de lixo e/ou entulho nas vias da cidade.

Próximo ao local citado existe ainda o Ecoponto Glicério, para descarte voluntário de grandes objetos por parte dos moradores da região e das proximidades.”

 

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