Comerciantes da zona leste reclamam de constantes assaltos
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Comerciantes da zona leste reclamam de constantes assaltos

Marcel Naves

08 Setembro 2016 | 15h06

Esquina da Rua Manuel Lemos da Silva com Dr. Almiro Leal da Costa, onde antes havia uma base da PM.

Esquina da Rua Manuel Lemos da Silva com Dr. Almiro Leal da Costa, onde antes havia uma base da PM

Comerciantes da zona leste reclamam de constantes assaltos.

Os proprietários de estabelecimentos comerciais do Jardim das Oliveiras, na zona leste da cidade, estão assustados com a insegurança. A retirada de um posto da polícia militar tem sido apontada como a principal causa da situação. A base da PM estava localizada na esquina das ruas Manuel Lemos da Silva e Almiro Leal da Costa, e foi retirada sem qualquer contrapartida .

A situação não é recente, e de acordo com os moradores tem piorado nos últimos meses. Diante da ausência do poder público um abaixo assinado chegou a ser elaborado. O documento, com cerca de 200 assinaturas não surtiu o resultado esperado. “Nós já procuramos vários políticos, e até fizemos um abaixo assinado com umas duzentas assinaturas, só que nada foi feito”, afirma o comerciante João Alves de Melo.

Os depoimentos revelam que os assaltos costumam ser realizados por motoqueiros. Mas há o caso também de arrombamentos, que são feitos com a utilização de carros. Os crimes são praticados a qualquer hora do dia ou da noite. A situação se repete também em outras ruas do Itaim Paulista, como Marco Antônio Setti, Padre Virgílio Campêlo e Renata Agondi.

Em nota a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que, de janeiro a julho deste ano, cerca de 650 pessoas foram presas em flagrante. Nenhuma informação foi revelada sobre a retirada da base da PM.

Confira abaixo a íntegra do comunicado divulgado pela SSP:

“A Polícia Militar informa que 652 pessoas foram presas em flagrante de janeiro a julho desse ano, apenas na região mencionada pela reportagem, um aumento de 46% na produtividade em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda nesses últimos sete meses, 38 armas de fogo foram apreendidas. Os comandos das polícias analisam os locais com maior incidência criminal para planejar rondas preventivas e operações especiais”.

Ouça aqui a reportagem